segunda-feira, 12 de abril de 2010
''O Rei Leão'', a mãe leoa
Graduado em Letras pela Puc Minas, mestrando em Literatura e acadêmico de Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Alma inquieta que usa despretensiosamente da escrita como exercício de autoconhecimento, publicando qualquer coisa neste blog uma vez na vida e outra na morte.
Inezita Barroso

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Nascida numa família aristocrática e apaixonada pela cultura e, principalmente, pela música brasileira, Inezita começou a cantar e tocar violão e viola desde pequena, com sete anos. Estudiosa, matriculou-se no conservatório e aprendeu piano. Formou-se em biblioteconomia pela USP, antes de se tornar cantora profissional, em 1953. (extraído da wikipedia)

"A Marvada Pinga" é um dos maiores sucessos de Inezita Barroso. Eu simplismente adoro essa música. É muito engraçada, ser interpretada com sotaque caipira a torna mais interessante ainda. A seguir, a letra e o video de uma Interpretação que Inezita fez lá nos anos 1980.
Com a marvada pinga
É que eu me atrapaio
Eu entro na venda e já dou meu taio
Pego no copo e dali nun saio
Ali memo eu bebo
Ali memo eu caio
Só pra carregar é que eu dô trabaio
Oi lá
Venho da cidade e já venho cantando
Trago um garrafão que venho chupando
Venho pros caminho, venho trupicando, xifrando os barranco, venho cambetiando
E no lugar que eu caio já fico roncando
Oi lá
O marido me disse, ele me falo: "largue de bebê, peço por favô"
Prosa de homem nunca dei valô
Bebo com o sor quente pra esfriar o calô
E bebo de noite é prá fazê suadô
Oi lá
Cada vez que eu caio, caio deferente
Meaço pá trás e caio pá frente, caio devagar, caio de repente, vô de corrupio, vô deretamente
Mas sendo de pinga, eu caio contente
Oi lá
Pego o garrafão e já balanceio que é pá mor de vê se tá mesmo cheio
Não bebo de vez porque acho feio
No primeiro gorpe chego inté no meio
No segundo trago é que eu desvazeio
Oi lá
Eu bebo da pinga porque gosto dela
Eu bebo da branca, bebo da amarela
Bebo nos copo, bebo na tijela
E bebo temperada com cravo e canela
Seja quarqué tempo, vai pinga na guela
Oi lá
Ê marvada pinga!
Eu fui numa festa no Rio Tietê
Eu lá fui chegando no amanhecê
Já me dero pinga pra mim bebê
Já me dero pinga pra mim bebê e tava sem fervê
Eu bebi demais e fiquei mamada
Eu cai no chão e fiquei deitada
Ai eu fui prá casa de braço dado
Ai de braço dado, ai com dois sordado
Ai muito obrigado!
Graduado em Letras pela Puc Minas, mestrando em Literatura e acadêmico de Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Alma inquieta que usa despretensiosamente da escrita como exercício de autoconhecimento, publicando qualquer coisa neste blog uma vez na vida e outra na morte.
Cascatinha e Inhana

Quando Francisco dos Santos (20/04/1919 - 14/03/1996) topou com Ana Eufrosina da Silva (28/03/1923 - 11/06/1981) sua vida tomou outro rumo.
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Ele estava em Araras, no interior paulista, se apresentando com o Circo Nova Iorque, e ela foi assistí-lo. Ela tinha 17 anos, estava noiva, mas seu destino estava escrito. "Quando vi aquele mulato tocando violão, me apaixonei" contou ela.
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O violeiro e a moreninha se casaram cinco meses depois, no dia 23 de setembro de 1941. Romance que daria pra virar música, filme e poesia. Cantaram nos picadeiros de centenas de circos por todo o país, gravaram 54 discos de 78 rpm e 30 LPs. Venderam milhares de discos numa época em que vitrola era artigo de luxo. Cantaram o Brasil mulato, o Brasil Caboclo, o Brasil fronteiriço a outros sons e culturas, traduziram a linguagem rítmica e poética de um país que nos anos 50 vivia um acelerado processo de urbanização. (trecho extraído de http://www.lucianoqueiroz.com/cascatinha.htm)
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Neste video é interessante notar que Cascatinha e Inhana dão a explicação do porquê de seus nomes artísticos.
"Índia" é uma guarânia (gênero musical de origem paraguaia, em andamento lento, geralmente em tom menor), que vendeu 300 mil cópias em seu primeiro ano de lançamento e até a segunda metade dos anos 1990 vendeu mais de três milhões de discos. "Índia" mereceu ainda diversas gravações ao longo do tempo como as de Dilermano Reis ao violão, Carlos Lombardi, Trio Cristas e Valdir Calmon e sua orquestra. Em 1973 Gal Costa regravou "Índia", que deu nome a seu LP daquele ano e que obteve grande sucesso. Em 2005 foi tema da personagem Serena, da novela "Alma Gêmea", da Rede Globo, desta vez na voz de Roberto Carlos.
"Meu Primeiro Amor", como pode-se ver, não é só um filme bonitinho estrelado por Macaulay Culkin. É uma belíssima obra de nosso cancioneiro, já gravada por grandes intérpretes, como Caetano Veloso e Maria Bethânia, além dos precursores Cascatinha e Inhana.

Graduado em Letras pela Puc Minas, mestrando em Literatura e acadêmico de Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Alma inquieta que usa despretensiosamente da escrita como exercício de autoconhecimento, publicando qualquer coisa neste blog uma vez na vida e outra na morte.
Dalva de Oliveira

Graduado em Letras pela Puc Minas, mestrando em Literatura e acadêmico de Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Alma inquieta que usa despretensiosamente da escrita como exercício de autoconhecimento, publicando qualquer coisa neste blog uma vez na vida e outra na morte.
Será a bendita paixão?


Graduado em Letras pela Puc Minas, mestrando em Literatura e acadêmico de Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Alma inquieta que usa despretensiosamente da escrita como exercício de autoconhecimento, publicando qualquer coisa neste blog uma vez na vida e outra na morte.
terça-feira, 23 de março de 2010
Qual o sentido de blog? Mais um lugar-comum?

Na verdade é isso mesmo que acontece. Fazemos as coisas porque os outros fazem. Um dia desses me vi criando uma nova conta no facebook - eu já criara outra a qual nunca usei. Aconteceu que, por ouvir alguém comentando sobre o facebook, me veio uma necessidade enorme de ter o meu facebook novamente, mesmo sabendo que não o usarei. Com o twitter foi a mesma coisa, logo que surgiu eu quis ter o meu microblog também. Confesso que é interessante o conceito, mas não tive saco para mexer com aquilo, não. Deletei minha conta. Só me resta saber por quanto tempo resistirei sem ter o meu twitter, afinal, o twitter caiu nas graças da mídia e é alardeado por seus usuários. Acabarei seguindo a onda...
Meu caro leitor talvez queira me indicar algum tratamento psicológico, quem sabe psiquiátrico? Deve estar pensando, pobre coitado, maria-vai-com-as-outras... E realmente impressiona a necessidade que os humanos têm de se adequar, se igualar, se comparar e se comportar como seus pares. Mesmo que isso, às vezes, não o agrade. O certo é que, na maiorria dos casos, ser diferente também não é agradável., apenas quando todos são.
O gozado é que está na moda ser diferente, e para ser diferente, todos acabam se igualando. Alguns discursos ''diferentes'':
Ah, eu não assisto a Rede Globo...
Eu não como carne...
Não tenho religião... ou,
Sou ateu...
Eu não assisto ao BBB...
Eu não assito a novela...
Eu, particularmente, ouço frases assim quase todos os dias. E sempre elas saem da boca de pseudo-intelectuais. Pessoas que empostam a voz, como se dessem uma entrevista sobre economia à Marília Gabriela. Sem problemas, cada um tem o direito de dizer coisas como as que escrevi acima, o que me intriga, porém, é que se isso fosse verdade, haja vista a quantidade enorme de pessoas que se manifestam assim, a Globo, a pesar da Record, não seria a líder absoluta de audiência em todos os horários; o Brasil não possuiria os maiores rebanhos bovino, suíno e de aves do mundo; o Brasil não seria o maior país católico do mundo e onde as igrejas, protestantes históricas e evangélicas, mais crescem no mundo; o Big Brother Brasil não estaria na sua décima edição (agora em 2010); e as novelas não seriam um dos assuntos preferidos nas rodas de amigos, nos salões de beleza, em casa e, pasme-se!!, em oficinas mecânicas e obras da construção civil.
Ser diferente e autêntico é super bacana, mas o é porque dessa forma se é igual a todo mundo , entendeu?
Graduado em Letras pela Puc Minas, mestrando em Literatura e acadêmico de Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Alma inquieta que usa despretensiosamente da escrita como exercício de autoconhecimento, publicando qualquer coisa neste blog uma vez na vida e outra na morte.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Às vezes pleno, às vezes incompleto

Graduado em Letras pela Puc Minas, mestrando em Literatura e acadêmico de Direito pela Universidade Estadual de Montes Claros - Unimontes. Alma inquieta que usa despretensiosamente da escrita como exercício de autoconhecimento, publicando qualquer coisa neste blog uma vez na vida e outra na morte.